“Quando um arquiteto projeta um edifício e olha seus desenhos na prancheta, ele vê a planta projetada como obra já construída. Em transe, se o projeto o apaixona, ele nela penetra curioso, a examinar formas e espaços livres, a considerar os locais onde pensou um painel mural, uma escultura ou simplesmente um desenho em preto e branco (...) é o ato da criação, a integração tão procurada das artes plásticas com a arquitetura”. OSCAR NIEMEYER

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terça-feira, 23 de junho de 2009

VILA ECOLÓGICA PARQUE DOS EUCALIPTOS



Este foi meu trabalho de conclusão de curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade São Francisco, campus de Itatiba - SP, em 2008.
Praticamente todos os meus trabalhos e estudos sempre foram voltados, ou pelo menos tinham uma relação com as questões ecológicas. Sempre tive uma forte tendência para a realização de pesquisas e estudos que fossem voltados às "condições oferecidas pela NATUREZA", amo isso!
Desde então, sempre soube que meu trabalho final seria relacionado com a famosa "SUSTENTABILIDADE" de que tanto se ouve falar.
Consegui realizar um trabalho que poderia quem sabe servir de exemplo em muitos lugares, já que não é impossível de fazer. Bom, vamos lá... Minha idéia era criar uma cidade sustentável, mas, seria meio impossível em tão pouco tempo e sozinha; então, optei por uma vila sustentável. Nos meus longos meses de pesquisas, altas leituras, visita à biblioteca da USP, compra de livros etc, vi que o conceito de SUSTENTABILIDADE está defasado, principalmente por seu uso incorreto, enfim. Daí então, surgiu a "Vila Ecológica", que mais tarde passou a se chamar "VILA ECOLÓGICA PARQUE DOS EUCALIPTOS", devido sua implantação na cidade de Cajamar - SP que tem como parte de sua atividade a Silvicultura, ou seja, o reflorestamento. E, a área escolhida para a implantação da Vila recebe alguns gigantes, conhecidos por nós como: EUCALIPTO.

Há pelo menos três décadas que se discutem quais seriam os limites e reações do meio ambiente ao desenvolvimento, pois, nos últimos anos alterações climáticas e outros acontecimentos relacionados à destruição do Planeta reforçam a noção de que todos nós somos responsáveis por aquilo que restará para as gerações futuras. Atualmente, o setor da construção civil é um dos grandes responsáveis por impactos causados ao meio ambiente, a grande concentração do uso de matéria-prima e energia, o surgimento de aglomerados urbanos, a dificuldade em manter um balanço entre o uso dos recursos e dos processos básicos, marcaram o início da degradação do meio ambiente e deterioração das fontes de matéria-prima. Essa escassez de recursos faz com que haja a necessidade de uma adaptação de arquitetura, envolvendo os conceitos de construções sustentáveis, se apoiando em princípios que buscam a racionalização da gestão de recursos naturais, inclusive o ciclo de vida dos materiais, desenvolvimento de matérias-prima, energias renováveis, redução da quantidade de materiais e energia utilizados e tudo o que possa envolver tecnologias e planejamento. Uma edificação não pode mais ser vista como uma unidade isolada, mas sim, como um organismo que gera impactos ao longo de todo seu ciclo de vida. Então, cabe também a nós, arquitetos, a conscientização da população com relação às formas de uso das edificações, relacionados ao consumo de água, energia, possibilidade de reciclagem e outros, reeducando o possível usuário desta edificação. A atual situação de destruição do meio ambiente nos conduz a busca do que seria um dos maiores modelos de amenização para os problemas causados pela ampliação das cidades, reduzindo os impactos causados a Natureza, alterando de forma benéfica o modo de vida das pessoas e acarretando na conservação do nosso Planeta: uma vila ecológica, uma junção de natureza ligada à qualidade de vida, o que resulta em uma “nova” arquitetura. “Nova”, quanto à concepção das pessoas, na verdade há muito tempo que vem sendo utilizada, mas, ainda pouco conhecida, já que o preconceito paira sobre ela.A arquitetura foi orientada de forma a incorporar os recursos oferecidos pelo terreno, produzindo soluções espaciais inovadoras, a partir da potencialização dos recursos naturais locais. Além do conjunto de casas que é bastante forte e dão origem a Vila, a área se dilui a partir da combinação de moradias, conservação de áreas verdes existentes, criação de áreas de preservação de espécies que se encontram em extinção, aproveitamento dos recursos naturais para gerar energia elétrica e uma área dedicada às pessoas que queiram aprender sobre os materiais, técnicas e formas de construção utilizadas na vila (HVFC - High Volume Fly Ash Concrete, solocimento, adobe, OSB - Oriented Strand Board, madeira de reflorestamento, bambu e garrafas PET), através de um centro de estudos implantado dentro da própria Vila Ecológica Parque dos Eucaliptos.
Este trabalho foi um dos escolhidos para representar a Universidade São Francisco no 21º Opera Prima 2009, foi super corrido e não fui ganhadora do prêmio, mas, me sinto extremamente feliz por ter participado e por terem confiado em meu projeto e considerá-lo bom o suficiente para participar de um concurso deste porte, com grandes trabalhos!

LOFT PARA CASAL JOVEM

Este foi um estudo feito para um casal jovem, que naquele momento não tinham muito dinheiro pra investir, mas, que queriam um espaço confortável e não muito complexo já que os dois trabalham fora e não tem muito tempo pra se dedicar aos "afazeres doméstido"!!!
Mais pra frente tinham até a intenção de ter filhos e precisariam de uma casa maior, enfim, mas, de momento esta seria idel, quem sabe até podendo virar um escritório futuramente, já que a atividade dos dois permite isso.

PAVIMENTO TÉRREO

PAVIMENTO SUPERIOR

LABCONSCIVIL - Laboratório de Construção Civil

Elaborei esta idéia durante minhas aulas de Bioarquitetura, com a Profa. Glacir Fricke.
Me veio a idéia de criação de um laboratório que pudesse ensinar as técnicas e alternativas de forma prática dos materiais de contrução alternativos e dos que podem ser empregados com esta finalidade, como: Bambu, Terra, Garrafas PET e outros.
Seria um espaço dentro do Campus na USF - Itatiba/SP, e a sua cosntrução já seria o próprio modelo para o emprego dos materiais.
Não seria um espaço voltado só para os alunos da USF, mas, sim para todos os que tivessem o interesse de aprender mais sobre este assunto tão importante.

CROQUI DO PRÉDIO PRINCIPAL, ONDE FICAM AS SALAS DE AULA, BIBLIOTECA E LABORATÓRIO

CROQUI DA CASA DE FORÇA E DO TELHADO VERDE

Levantamento de Patrimônio Histórico: ESTRADA DE FERRO PERUS PIRAPORA - Cajamar / SP

Este, sem dúvida foi um dos trabalhos mais incríveis e emocionantes que já fiz.
Foi voltar ao passado, na verdade um passado que eu nem conhecia direito, mas, que é muito mais do que eu havia imaginado.
Este foi um levantamento da atual situação de um dos fornos de cal da Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus (The Brazilian Portland Cement Company), que fica localizado em um bairro chamado Gato Preto, no município de Cajamar.
No pátio ao lado do forno ficam as locomotivas que fizeram parte de toda a história da Companhia aqui no Brasil. É algo maravilhoso e inexplicável, apesar do total abandono, vale a pana sentir de perto o que estou falando!

PLANTA E CORTE DO FORNO DE CAL


ELEVAÇÕES DO FORNO, INCLUINDO O TRECHO DE TRILHOS QUE FAZIAM O ACESSO DAS LOCOMOTIVAS ATÉ A BOCA DO FORNO

RESIDÊNCIA DO SR. LUIZ CARLOS FIGUEIREDO

CROQUI DA FACHADA PRINCIPAL

Esta é a segunda versão da casa do Sr. Luiz, que veio cheio de dúvidas e certezas, idéias, gastos e economias.... A residência será construída em um terreno maravilhoso, com uma localização estratégica: de frente para um lindo lago e com uma vista lateral completamente arborizada e cercada por lindas casas.

De início me pediu algo com estilo mais praiano, com aquele ar tropical e tudo mais e depois revolucionou de optou por algo completamente moderno, linhas retas, simplicidade, elegância, enfim... A planta que utilizei na nova proposta é a mesma da casa anterior, com pequenas alterações, mas, partindo das mesmas idéias.

Estamos agora na terceira versão da residência do Sr. Luiz Carlos, que em breve vou postar aqui. A nova casa, com um área média de 250 m² e térrea, volta a receber o telhado com telhas portuguesas e perde o ar moderno da segunda versão...

PLANTAS, CORTE E CROQUIS DA FACHADA

RESIDÊNCIA MULTIFAMILIAR: PROFISSIONAL INDEPENDENTE

CORTE E FACHADA.

Este projeto fiz pensando nas pessoas que trabalham fora o dia todo e que esperam ansiosas o momento de chegar em casa e relaxar.
Esta, que parece uma casa, na verdade são duas. Tem a mesma distribuição espacial e funcionalidade de um loft, onde, um hall de acesso ao centro da construção divide as casas.
No térreo ficam garagem e academia que é para o uso das duas residências.

REFORMA DE RESIDÊNCIA PARA RECEBER PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS

PLANTA ORIGINAL, REFORMADA, DE ACESSIBILIDADE, CORTES E PERSPECTIVAS.

Essa foi minha primeira experiência na elaboração de um projeto que receberia um portador de necessidades especiais. A casa, cheia de problemas para esta finalidade foi escolhida para um grande desafio, onde, paredes foram eliminadas, portas com dimensões alteradas, mobiliários adaptados, enfim, através disso pode-se ter uma noção ainda maior das dificuldades que estas pessoas passam pra andar na rua, utilizar transporte ou até mesmo dentro de suas casas.

CASA CÉLULA PARA FAMÍLIA NUCLEAR

PLANTA.

Este projeto fiz em parceria com a minha grande amiga Arq. Jessica Brandemburgo.
Era um terreno caído com um formato meio esquisito, mas em um lugar muito bonito.
Depois de analisar as necessidades da família, criamos a "Casa Célula", este nome por causa do bloco do casal separado do restante da casa.
Agora, quando falamos deste trabalho, nos perguntam: "o que é uma família nuclear"???... Resumidamente e de forma simplificada é uma família toda tradicional, que tem suas vidas, mas, sempre que podem estão juntos, jantam juntos, tomam café juntos, se amam verdadeiramente, assim como, aquelas famílias mais antigas... Bom, acho que é assim que se explica!
Além de residência, esta casa recebe o trabalho de alguns integrantes da família, como: uma cozinha industrial e um ateliê de moda.

ESCRITÓRIO DO PUBLICITÁRIO

PERSPECTIVA.

Esta foi uma antiga idéia para o escritório de um publicitário, que divide sua sala com um jovem estagiário. Uma perspectiva rápida (e destorcida, claro!), mas, que ilustra esta idéia.

RESIDÊNCIA

PLANTA DO PAVIMENTO TÉRREO E SUPERIOR.

Na verdade, esta casa elaborei sem ter um cliente em especial, fiz pensando nos terrenos que são mais tradicionais dentro das cidades, conhecidos como "meio lote".
(O projeto não segue as exigências do Código de Obras e deverá ser adaptado caso haja interesse de uso do mesmo).

PROPOSTA PARA O NOVO TERMINAL RODOVIÁRIO INTERMUNICIPAL DE LIMEIRA - SP

CORTE E CROQUI ESQUEMÁTICO.

A proposta para o novo Terminal Rodoviário Intermunicipal de Limeira, foi mais um dos vários projetos que fiz com minha pra sempre parceira a Arq. Jessica Brandemburgo. Foi um grande desafio, com um programa bastante extenso e cheio de complexidade, mas, o considero como um dos mais instigantes pra fazer.
Os principais elementos deste projeto foram: o metal para formar a grande cúpula, o concreto para estruturar e dar plasticidade aos pilares, o vidro para a vedação e o PVC para os brises e elementos decorativos.

ZEST

ZEST - 1º ESTUDO

O que é um ZEST??? Esta é a pegunta que mais tenho escutado nos últimos dias... Na verdade nem eu sei explicar, á algo incrível de se imaginar, são as essências, as texturas, os sabores, os complementos culinários, é cultura, é riqueza, é ser criança, é brincar, é experimentar, é sentir... Enfim, pode ser tudo...
O ZEST foi um dos trabalhos mais incríveis que já fiz, ele te da liberdade para criar e ousar...
Quando comecei minha pesquisa para escolher os produtos que fariam parte de minha loja, descobri que o mercado dos "complementos culinários" é muito mais procurada do que se pode imaginar, ainda mais com a grande valorização da culinária de outros países. Então, para compor meu projeto, eu escolhi os temperos exóticos originários de vários países e também chás.
Um empresário chamado Nelo Linguanotto, proprietário de uma loja semelhante, diz que este é um “mercado de luxo cultural”, e realmente é isso, os "valores" destes produtos mudaram e que além de compor a culinária, eles podem nos remeter a sensações, lembranças, imagens do passado, enfim. A partir disso, pensei em tratar os produtos dentro deste projeto como se fossem jóias, que é o que são de fato.

Quando comecei a imaginar como seria um ZEST, me veio a cabeça imagens de um espaço rústico, com cores ecuras e quentes, e decidi não excluir estas imagens, mas, somá-las à materiais mais sofisticados e que deêm um ar contemporâneo ao espaço.
Para isso, os materiais escolhidos para a composição deste espaço foram: madeira de demolição, metal e vidro.
Bom, acredito que não haja a necessidade de ser uma pessoas completamente "louca" pelas questões ecológicas, mas, acho importantíssimo que sejam considerados em um projeto. Neste caso optei pelo reaproveitamento de alguns materiais e uso de água coletada da chuva.
É um projeto bastante simples e a distribuição foi feita a partir do móvel principal (vemelho) que divide a área em dois pavimentos e foi pensado desde o primeiro estudo. E que sem querer acabou formando um “Z” de ZEST, assim como disse o Prof. Marcelo Aflalo.
PLANTA DO PAVIMENTO TÉRREO.
O piso escolhido para o acesso à loja é uma mescla entre Mosaico Português bege e cimento queimado em sua cor natural.
O piso do móvel "Z" é todo de madeira de demolição e da apoio aos balcões de vidro verde, que na verdade são duas caixas de vidro inserida uma dentro da outra e preenchida com grãos, para dar a textura do produto de uma forma diferente. A iluminação é feita no piso e manda a luz verde para o alto, contrastando com as outras cores.
O balcão de apoio que tem no fundo do salão, e que na verdade mais parece uma cozinha, é de alvenaria e falando de uma forma prática, ele é simplesmente o piso de concreto, que sobe na parede e vira um balcão, depois uma prateleira e depois a parede no pavimento superior. Tudo de concreto na cor natural. PLANTA DO PAVIMENTO SUPERIOR.

O pavimento superior não foi criado para receber os clientes, não que isto seja impossível, mas, de primeiro momento é mais voltado ao proprietário ou responsável pela loja. O piso também é de madeira de demolição, e a proteção (ou peitoril se é que se pode chamar assim), é de arame comum de construção, fixado no piso e no teto, criando uma fina parede, praticamente transparente e em parte auxiliados por cestos de fibras naturais, que além de decorar o espaço, criam uma barreira. E, de frente para a escada, uma estante para guardar produtos, não que haja a necessidade de estocá-los, mas, caso venha a ter.

CORTE LONGITUDINAL 1.

No desenho acima fica bem claro o móvel "Z" vermelho, trabalhando em conjunto com o "peitoril" de arame do pavimento superior. As estantes são uma mescla entre a sticidade da madeira e a sofisticação do aço cromado e o vidro verde, todas "suspensas" por cabos de aço, não que isso seja verdade, mas, a intenção é que se crie essa ilusão, ainda mais que a iluminação, assim como, nos balcões de vidro, virá do piso, que por sua vez é como uma "piscina" de seixos rolado branco.

No alto, pode-se ver as caixas d'água azul (para água potável) e verde (para água que será reutilizada) e que vou falar logo adiante. CORTE LONGITUDINAL 2.

Este corte é para mostrar a parede verde que foi pensada desde o início deste projeto. Como este é um ZEST, a parede, além de outras espécies recebe as pimentas ornamentais, que vão dar um colorido especial nesta parte. A irrigação desta parede é feita através de uma tubulação atrás dos vasos e que conduzem a água através de mini-dutos até os vasinhos. Essa água é proveniente da chuva, coletada na própria cobertura da loja, e que depois passa por um simples sistema de filtragem e é armazenada na caixa d'água verde. Esta água pode servir também para a descarga do vaso sanitário com caixa acoplada que recebe um sistema de economia por descarga.

Voltando às pimentas, que por sua vez tem a necessidade de receber luz, mas, não de forma direta, criei uma grande clarabóia em toda a extenção da loja e de largura equivalente ao eixo de acesso ao salão. Para criar um desenho diferente deste teto, me inspirei no simplesmente incrível Takashi Sugimoto, do escritório Super Potato (http://www.superpotato.jp/), que trabalha materiais praticamente sem valor aos nossos olhos e os transforma em coisas incríveis, e escolhi telas metálicas, grades e coisas do genero, com formatos diferentes e diversos desenhos e criei um forro, naturalmente vazado e que permite a passagem do luz, o que além da estética, será muito funcional, já que com a luz natural, não há necessidade do uso de luz artificial gerando economia de gastos e um pontinho em favor do meio ambiente.

Para finalizar, logo a frente da parede verde, ficam os expositores de chás, que nada mais é do que potes de vidro encaixados em um sistema de fixação de aço inox fixos do piso ao teto por tubos metálicoa, o que da uma visão mais "high-tech" do produto!!! Seria uma forma de valorizá-los como jóias e matê-los em contato com os clientes, que poderão degustar e sentir o cheiro dos produtos.

Bom, resumidamente é isso... Fica um pouco complexo para explicar assim, mas, acho que vale a intenção. Abaixo tem uns croquis que podem facilitar o entendimento do projeto.

CROQUI 1.CROQUI 2.